Hoje é o dia internacional de luta contra a AIDS e a revista CARTUDOS vem com uma entrevista especial, que vai servir como um alerta e uma lição de vida.
Nascido em Misiones, Argentina, 28 anos, um estudando que já leciona e que tem um grande conhecimento em advocacia, German R. vem contar como é ser um soropositivo, como foi quando descobriu, como lida com a doença e ainda vai contar de seus sonhos e desejos para o futuro e lógico deixar uma mensagem de esperança para quem assim como ele é um soropositivo.
Sei que digo isso todo mês, mas essa entrevista tem uma conotação especial e eu gostaria que vocês parassem por alguns minutos para ler e refletir.
Frase: "Como pode ser possível que o homem chegou á lua, inventou computadores e tecnologia impressionante, e não pode inventar a cura para isso!"
CARTUDOS - Qual seu nome, idade?
German R., 28
CARTUDOS - A quanto tempo você sabe que é soropositivo? Como descobriu: você desconfiou ou foi em algum exame de rotina?
Descobri em 1999. Foi um Exame feito de rotina. Pensei: Vou o fazer o teste, mas não por desconfiança.
CARTUDOS - Você tem idéia de como/quando aconteceu o contagio?
Não. Não tenho ideia
CARTUDOS - Qual foi a sensação de saber? E agora como se sente, muitas coisas mudaram em sua vida? Quais?
Foi uma sensação horrível, eu tinha apenas 18 anos. Agora estou ótimo, muito bem. Eu vejo muitas coisas com um olhar diferente, sei prezar coisas que antes não, vivo cada momento, e ate namorei muitas vezes, todos eles sabendo disso.
CARTUDOS - O fato de você ser um portador do vírus HIV, trouxe alguma dificuldade na sua vida pessoal ou profissional? E como você lidou com isso?
Trouxe sim. Na vida social, e na família, e com os amigos dos familiares, ser olhado com lastima, isso é a pior discriminação. Já na vida profissional, pelo menos eu, não percebi, porque tentei ser discreto.
CARTUDOS - Eu sei que você namora hoje em dia, mas você já sofreu preconceito por parte de algum pretendente quando souberam que você é um soropositivo? E seu namorado também é soropositivo ou não?
Com pessoas que namorei ou tentei namorar, não senti preconceito não... Mas com outros sim, mas graças a Deus não lidei com isso, porque nem falei com eles, meus namorados eram negativos... E o atual também. Um deles era positivo, mas ele me falou depois de um tempão... Sendo que eu falei para ele antes de ficar. Eu tinha conhecido ele pela internet, e mesmo antes de lhe ver pessoalmente falei a verdade, e na hora de ficar, ele me falou, mas eu não fiquei triste por isso.
CARTUDOS - As praticas de Bareback e sexo a três são muito comuns entre os gays, o que você acha sobre isso?
Bareback é risco muito perigoso, sexo a três, fora do namoro, é verdade: é comum, penso que tudo isso é risco.
CARTUDOS - E você tinha esses hábitos antes de saber da doença?
Bareback não. Mas sexo a 3 fiz muitas vezes, mas sempre com cuidado. Fiz sexo a 3 mesmo depois de saber, sempre cuidando de tudo os detalhes.
CARTUDOS - E sobre uso indiscriminado de drogas, seringas compartilhadas, o que acha sobre isso?
Eu acho um risco muito perigoso por causa da perdida da consciência e responsabilidade provocada pela droga, qualquer seja sua forma. Do mesmo jeito que beber álcool, ficando bêbado, etc
CARTUDOS - Você acredita que as campanhas que os governos vivem fazendo são suficientes para controlar o contagio da doença?
Acho que as campanhas poder fazer muito, mas até um ponto... Depende muito de cada pessoa, da consciência. Eu sempre vejo pessoas inconscientes, e acham que não vai acontecer nada com eles.
CARTUDOS - O que você diria para quem descobriu que é um soropositivo?
Que Deus não abandona. Que fiquem pertinho de Deus... Ele vai colocar á gente perto dos médicos e gente que vai ajudar muito, o mundo abandona muitas vezes ao positivo, mas Deus não.
CARTUDOS - Você acredita na cura da AIDS?
Acho que a cura existe há muito tempo, mas o comercio é maior, os interesses econômicos são mais fortes ... Penso que acontece a mesma coisa do que a gripe A. Primeiro vão morrer muitas pessoas, depois vai aparecer a droga, o remédio para curar... Sendo que isso existe ha muito tempo!
Como pode ser possível que o homem chegou á lua, inventou computadores e tecnologia impressionante, e não pode inventar a cura para isso!
É ilógico, lamentavelmente a ciência muitas vezes fica governada pela economia... No caso do AIDS acontece isso.
CARTUDOS - Você gostaria de falar alguma coisa para os governantes, para os jovens, para terminar a entrevista?
Nascido em Misiones, Argentina, 28 anos, um estudando que já leciona e que tem um grande conhecimento em advocacia, German R. vem contar como é ser um soropositivo, como foi quando descobriu, como lida com a doença e ainda vai contar de seus sonhos e desejos para o futuro e lógico deixar uma mensagem de esperança para quem assim como ele é um soropositivo.
Sei que digo isso todo mês, mas essa entrevista tem uma conotação especial e eu gostaria que vocês parassem por alguns minutos para ler e refletir.
Frase: "Como pode ser possível que o homem chegou á lua, inventou computadores e tecnologia impressionante, e não pode inventar a cura para isso!"
CARTUDOS - Qual seu nome, idade?
German R., 28
CARTUDOS - A quanto tempo você sabe que é soropositivo? Como descobriu: você desconfiou ou foi em algum exame de rotina?
Descobri em 1999. Foi um Exame feito de rotina. Pensei: Vou o fazer o teste, mas não por desconfiança.
CARTUDOS - Você tem idéia de como/quando aconteceu o contagio?
Não. Não tenho ideia
CARTUDOS - Qual foi a sensação de saber? E agora como se sente, muitas coisas mudaram em sua vida? Quais?
Foi uma sensação horrível, eu tinha apenas 18 anos. Agora estou ótimo, muito bem. Eu vejo muitas coisas com um olhar diferente, sei prezar coisas que antes não, vivo cada momento, e ate namorei muitas vezes, todos eles sabendo disso.
CARTUDOS - O fato de você ser um portador do vírus HIV, trouxe alguma dificuldade na sua vida pessoal ou profissional? E como você lidou com isso?
Trouxe sim. Na vida social, e na família, e com os amigos dos familiares, ser olhado com lastima, isso é a pior discriminação. Já na vida profissional, pelo menos eu, não percebi, porque tentei ser discreto.
CARTUDOS - Eu sei que você namora hoje em dia, mas você já sofreu preconceito por parte de algum pretendente quando souberam que você é um soropositivo? E seu namorado também é soropositivo ou não?
Com pessoas que namorei ou tentei namorar, não senti preconceito não... Mas com outros sim, mas graças a Deus não lidei com isso, porque nem falei com eles, meus namorados eram negativos... E o atual também. Um deles era positivo, mas ele me falou depois de um tempão... Sendo que eu falei para ele antes de ficar. Eu tinha conhecido ele pela internet, e mesmo antes de lhe ver pessoalmente falei a verdade, e na hora de ficar, ele me falou, mas eu não fiquei triste por isso.
CARTUDOS - As praticas de Bareback e sexo a três são muito comuns entre os gays, o que você acha sobre isso?
Bareback é risco muito perigoso, sexo a três, fora do namoro, é verdade: é comum, penso que tudo isso é risco.
CARTUDOS - E você tinha esses hábitos antes de saber da doença?
Bareback não. Mas sexo a 3 fiz muitas vezes, mas sempre com cuidado. Fiz sexo a 3 mesmo depois de saber, sempre cuidando de tudo os detalhes.
CARTUDOS - E sobre uso indiscriminado de drogas, seringas compartilhadas, o que acha sobre isso?
Eu acho um risco muito perigoso por causa da perdida da consciência e responsabilidade provocada pela droga, qualquer seja sua forma. Do mesmo jeito que beber álcool, ficando bêbado, etc
CARTUDOS - Você acredita que as campanhas que os governos vivem fazendo são suficientes para controlar o contagio da doença?
Acho que as campanhas poder fazer muito, mas até um ponto... Depende muito de cada pessoa, da consciência. Eu sempre vejo pessoas inconscientes, e acham que não vai acontecer nada com eles.
CARTUDOS - O que você diria para quem descobriu que é um soropositivo?
Que Deus não abandona. Que fiquem pertinho de Deus... Ele vai colocar á gente perto dos médicos e gente que vai ajudar muito, o mundo abandona muitas vezes ao positivo, mas Deus não.
CARTUDOS - Você acredita na cura da AIDS?
Acho que a cura existe há muito tempo, mas o comercio é maior, os interesses econômicos são mais fortes ... Penso que acontece a mesma coisa do que a gripe A. Primeiro vão morrer muitas pessoas, depois vai aparecer a droga, o remédio para curar... Sendo que isso existe ha muito tempo!
Como pode ser possível que o homem chegou á lua, inventou computadores e tecnologia impressionante, e não pode inventar a cura para isso!
É ilógico, lamentavelmente a ciência muitas vezes fica governada pela economia... No caso do AIDS acontece isso.
CARTUDOS - Você gostaria de falar alguma coisa para os governantes, para os jovens, para terminar a entrevista?
Os governantes são adultos e teoricamente sabem se comportar... Mas gostaria dizer aos jovens que se cuidem, que pensem que a vida não é uma eterna juventude... A gente envelhece e precisamos cuidar do nosso corpo para que a nossa alma tenha um lugar bom para ficar. Se alguma pessoa souber que é positiva, não desespere e deixe tudo nas mãos de Deus desde o começo. A gente tem que se cuidar e cuidar dos outros.


























































